Vitória Valle
Museu do Feedback: Como a arte nos inspira para receber críticas
Sempre tive muita dificuldade de receber feedback. Buscava me justificar, queria explicar porque o cliente estava errado e, às vezes, até me dava vontade de chorar na reunião. Quando tive o desafio de assumir um cargo de liderança na Odd.Studio, sabia que precisava trabalhar isso, não teria para onde fugir. Foi aí que me voltei para uma das minhas principais ferramentas regenerativas: a Arte.
Nessa palestra, convido o público a dar uma volta pela minha curadoria do museu do Feedback, onde utilizo obras de arte como gancho narrativo para compartilhar 5 pontos que mudaram a minha forma de receber críticas no ambiente de trabalho. Ao citar a obra Uma e Três Cadeiras de Joseph Kosuth, por exemplo, ilustro para a plateia que mesmo com representações visuais, conceituais e até físicas, o que entendemos de uma conversa pode ser totalmente diferente. O alinhamento conceitual é um dos primeiros passos para entender o que o cliente gostaria de comunicar para que possamos genuinamente aproveitar esse período de troca tão rico que é um feedback.
Como é generoso quando as pessoas estão dispostas a compartilhar suas percepções sobre o nosso trabalho e como é um desperdício não conseguir acolhê-las por nossos medos e inseguranças, não é?
Além de experiências próprias e de referências artísticas, uso como embasamento o livro Articulando Decisões de Design de Tom Greever e os estudos de Marshall Rosenberg sobre Comunicação Não Violenta. Espero contribuir para a UX Conf com um olhar sensível para o nosso papel enquanto designers e líderes no processo coletivo que é uma sessão de feedback. Não podemos mudar o que recebemos dos outros, mas a arte pode ser uma grande aliada na nossa construção pessoal para ressignificar o que absorvemos.
Sobre a pessoa palestrante
Com 6+ anos de experiência na Odd.Studio, hoje atuo como líder de design no time e possuo uma pós-graduação em Design de Futuros pela PUC Minas. Já atendi clientes como Fundação Bill & Melinda Gates, Google, Fiocruz e Leroy Merlin, atuando tanto na área de UX Design quanto de Visualização de Dados.
Localizada em algum lugar entre Millennials e Geração Z, hoje me vejo como articuladora de decisões em um ambiente de trabalho repleto de dados e de inteligências artificiais.
