Onze anos plantando comunidade
A conferência de UX mais antiga do Brasil contada pelo que importa: as pessoas que subiram ao palco.
Quatro em cada cinco palestrantes vieram uma única vez
De 213 pessoas, 175 palestraram em uma única edição. Renovação aqui não é acaso, é identidade: a cada ano o palco se reinventa.
Mais de três mil presenças em nove edições
Somando todas as edições, entre teatro lotado e transmissões online na pandemia, a conferência reuniu mais de três mil pessoas.
Números aproximados de público por edição. Em 2022 e 2023, no formato híbrido pós-pandemia, a maior parte acompanhou online. A edição de 2026 ainda não entra nesta conta.
Quase 1.500 propostas em busca de um lugar
Cada edição abre uma chamada de trabalhos, e a comunidade responde: foram 1.495 propostas ao longo dos anos. Conforme o evento cresceu, o palco ficou mais concorrido, hoje passa cerca de uma proposta em cada dez.
Propostas recebidas por edição
Palestras realizadas por edição
O número de palestras cresceu rápido até o pico de 46 em 2017 e depois encolheu de propósito. Das maratonas de três dias, o evento migrou para uma grade curada no estilo TED de até 20 minutos: 19 palestras em 2026. As propostas de 2022 foram, na verdade, submetidas em 2020, a chamada aconteceu naquele ano, mas o evento só ocorreu em 2022 por causa da pandemia. A queda em 2023 marca o pós-pandemia, e o número vem voltando a crescer.
Taxa de rejeição por edição (propostas que ficaram de fora)
Cruzando propostas recebidas com palestras realizadas, e descontando que cerca de 10% das vagas vão para convidados e patrocinadores, chega-se à taxa de rejeição da chamada aberta. Como sobram menos espaços para quem submete via call for papers, ela só cresce: de 57% em 2016 para 85% a 90% nas edições recentes, com pico de 92% na chamada de 2020, adiada para 2022. Hoje, mais de nove em cada dez propostas ficam de fora.
A maioria do palco estreia a cada ano
Em quase toda edição, mais de dois terços das pessoas nunca tinham palestrado antes na UXConf BR. A renovação acontece edição a edição.
Uma maioria que se construiu com o tempo
Considerando todas as participações nas nove edições, o palco da UXConf BR é hoje majoritariamente feminino. Mas nem sempre foi assim.
A faixa magenta é a fatia de mulheres no palco a cada ano; a violeta, a de homens. Até 2017 o evento era majoritariamente masculino. A virada acontece em 2019, quando as mulheres passam a ser maioria e seguem assim em todas as edições seguintes, chegando a 77% em 2026.
Para 2026 a contagem segue o quadro confirmado de palestrantes. Nas edições anteriores é uma estimativa feita a partir do primeiro nome de cada palestrante, não de autodeclaração. O método não captura pessoas trans ou não-binárias e tem margem de erro em nomes unissex.
Os pilares de onze anos
No topo, um grupo que ajudou a construir o evento e segue voltando ao palco. Carolina Leslie e Franz Figueroa lideram, com presença em cinco edições cada.
Três coisas que os números contam
Uma troca de elenco no meio do caminho
Os recordistas se dividem em duas eras: a geração que fundou o evento (2015 a 2019) e a fase recente, em que Carolina Leslie, Franz Figueroa e Alessandra Nahra puxam a recorrência até 2026.
Sotaque latino-americano
Em doses pequenas e constantes, o palco recebeu vozes do Chile, da Argentina e do Uruguai, e um keynote dos Estados Unidos. Evento brasileiro, alcance continental.
Menos palestras, mais curadoria
A queda no número de palestrantes depois de 2019 não é encolhimento, é a escolha pelo formato enxuto, que troca quantidade por foco e profundidade.
O som que embala a conferência
Toda edição tem uma playlist oficial, montada a cada ano por Pedro Belleza. Não é trilha de fundo aleatória: é curadoria, parte da experiência do evento.
A identidade sonora é clara: somos essencialmente eletrônicos e dançantes. Ao longo de doze edições, as faixas mantêm dançabilidade e energia no ponto certo, vivácidade sem virar pista de balada.
Dados reais de áudio fornecidos pela análise do Spotify.
Os gêneros que mais aparecem
Famílias agrupadas a partir de 228 subgêneros marcados pelo Spotify. A faixa brasileira é a vertente moderna (Duda Beat, Anitta, Liniker e afins), com produção e batida eletrônica, não a MPB tradicional.
A escolha tem intenção: faixas energéticas, que mantêm as pessoas despertas ao longo de dois dias intensos. E sempre recentes, com idade média de dois anos.
Na prática, dominam o house melódico, o deep house e a eletrônica de pista, com espaço para o pop e a nova música brasileira na mesma pegada.
Os artistas da casa



- Alok8 faixas
- Bob Moses8 faixas
- Elderbrook8 faixas
- Vintage Culture8 faixas
- Anitta7 faixas
- Ariana Grande7 faixas
- Capital Cities7 faixas
- Duda Beat7 faixas
Ranking por faixas somadas em todas as playlists. Vintage Culture é quem aparece em mais edições diferentes: seis.
Faixas por playlist
Horas de música por playlist
Dados levantados a partir do arquivo de edições da UXConf BR: oito edições realizadas entre 2015 e 2025, mais a grade de 2026, sujeita a alteração. Palestras, workshops e painéis somados; mediações e aberturas da organização não entram na contagem. Última atualização: 29 de junho de 2026.