Onze anos plantando comunidade
A conferência de UX mais antiga do Brasil contada pelo que importa: as pessoas que subiram ao palco. Nove edições, um número que não para de germinar.
Quatro em cada cinco palestrantes vieram uma única vez
De 211 pessoas, 173 palestraram em apenas uma edição. Renovação não é acaso aqui, é identidade: a cada ano, o palco se reinventa em vez de repetir os nomes de sempre.
Mais de três mil presenças em nove edições
Somando o público de todas as edições, entre quem encheu as cadeiras do teatro e quem acompanhou online nos anos de pandemia, a conferência reuniu uma comunidade que passa de três mil pessoas.
Números aproximados de público por edição. Em 2022 e 2023, no formato híbrido pós-pandemia, a maior parte acompanhou pela transmissão online. A edição de 2026 ainda não entra nesta conta.
Quase 1.500 propostas em busca de um lugar
Cada edição abre uma chamada de trabalhos, e a comunidade responde. Ao longo dos anos, foram 1.495 propostas de palestra submetidas. Conforme o evento cresceu, ficar no palco virou cada vez mais concorrido: hoje passa cerca de uma proposta em cada dez.
Propostas recebidas por edição
Palestras realizadas por edição
O número de palestras cresceu rápido até o pico de 46 em 2017 e depois encolheu de propósito. Das maratonas de três dias, o evento foi migrando para uma grade mais curada, no estilo TED de até 20 minutos: 19 palestras na edição de 2026. Menos no palco, mais escolhido a dedo. As propostas que aparecem em 2022 foram, na verdade, submetidas em 2020: a chamada aconteceu naquele ano, mas o evento só pôde acontecer em 2022, por causa da pandemia. A queda brusca em 2023 marca o período pós-pandemia, e o número vem voltando a crescer nos últimos anos.
Taxa de rejeição por edição (propostas que ficaram de fora)
Cruzando as propostas recebidas com as palestras realizadas, e descontando que cerca de 10% das vagas vão para convidados e patrocinadores, chega-se à taxa de rejeição da chamada aberta: a fatia que ficou de fora. Como sobram menos espaços para quem submete via call for papers, ela só cresce: saltou de 57% em 2016 para a casa dos 85% a 90% nas edições recentes, com pico de 92% na chamada de 2020, adiada pela pandemia e realizada só em 2022. Hoje, mais de nove em cada dez propostas ficam de fora.
A maioria do palco estreia a cada ano
Em quase toda edição, mais de dois terços das pessoas nunca tinham palestrado antes na UXConf BR. A renovação não é só do acervo total: acontece edição a edição.
Uma maioria que se construiu com o tempo
Considerando todas as participações nas nove edições, o palco da UXConf BR é hoje majoritariamente feminino. Mas nem sempre foi assim.
A faixa magenta é a fatia de mulheres no palco a cada ano, e a violeta, a de homens. Até 2017 o evento era majoritariamente masculino. A virada acontece em 2019, quando as mulheres passam a ser maioria e seguem assim em todas as edições seguintes, chegando a 79% na grade de 2026.
Estimativa feita a partir do primeiro nome de cada palestrante, não de autodeclaração. O método não captura pessoas trans ou não-binárias e tem margem de erro em nomes unissex.
Os pilares de onze anos
No topo, um grupo que ajudou a construir o evento e segue voltando ao palco. Carolina Leslie isolada na liderança, com presença em cinco edições.
Três coisas que os números contam
Uma troca de elenco no meio do caminho
Os recordistas se dividem em duas eras: a geração que fundou o evento (2015 a 2019) e a fase recente, em que Carolina Leslie e Alessandra Nahra puxam a recorrência até a grade de 2026.
Sotaque latino-americano
Em doses pequenas e constantes, o palco recebeu vozes do Chile, da Argentina e do Uruguai, e um keynote dos Estados Unidos. Evento brasileiro, alcance continental.
Menos palestras, mais curadoria
A queda no número de palestrantes depois de 2019 não é encolhimento. É a escolha pelo formato enxuto, que troca quantidade por foco e profundidade.
O som que embala a conferência
Toda edição da UXConf BR tem uma playlist oficial, montada a cada ano por Pedro Belleza. Não é trilha de fundo aleatória: é curadoria, parte da experiência que o evento entrega.
A identidade sonora é clara: somos essencialmente eletrônicos e dançantes. Ao longo de doze edições, as faixas mantêm muita dançabilidade e energia, no ponto certo para deixar o ambiente vivo sem virar pista de balada.
Os gêneros que mais aparecem
Famílias agrupadas a partir de 228 subgêneros marcados pelo Spotify. A faixa brasileira é a vertente moderna (Duda Beat, Anitta, Liniker e afins), toda com produção e batida eletrônica, não a MPB tradicional.
A escolha tem intenção: faixas energéticas, que mantêm as pessoas despertas ao longo de dois dias intensos. E sempre recentes, a idade média das faixas é de apenas dois anos.
Na prática, dominam o house melódico, o deep house e a eletrônica de pista, com espaço para o pop e a nova música brasileira na mesma pegada dançante.
Os artistas da casa



- Alok8 faixas
- Bob Moses8 faixas
- Elderbrook8 faixas
- Vintage Culture8 faixas
- Anitta7 faixas
- Ariana Grande7 faixas
- Capital Cities7 faixas
- Duda Beat7 faixas
Ranking por faixas somadas em todas as playlists. Vintage Culture é quem aparece em mais edições diferentes: seis.
Faixas por playlist
Horas de música por playlist
Dados levantados a partir do arquivo de edições da UXConf BR: oito edições realizadas entre 2015 e 2025, mais a grade de 2026, sujeita a alteração. Palestras, workshops e painéis somados; mediações e aberturas da organização não entram na contagem. Última atualização: 29 de junho de 2026.