Marcelo Penha

UX para Todos: histórias e aprendizados com usuários PcDs

A acessibilidade digital vêm deixando de ser um "extra", para se tornar um requisito de projeto. Projetar para pessoas com deficiência (PcDs) é reconhecer um público consumidor vasto que, por muito tempo, foi excluido por interfaces excludentes. Para que o design possa germinar novas possibilidades, é preciso entender que a inclusão é algo a ser pensado desde o início qualquer projeto que pretende ser ético e funcional.

Entretanto, um dos grandes desafios para o desenvolvimento de soluções acessíveis reside na prática: a execução de entrevistas e testes de usabilidade inclusivos com PcDs. A aplicação de diretrizes não basta. É fundamental compreender as estratégias que os usuários criam para passar pelas barreiras impostas, algo que vai além da técnica.

Ao colocar a diversidade no centro do processo de UX, o Design se mostra um grande aliado na regeneração de sistemas excludentes. Entendo que compartilhar boas práticas sobre o envolvimento real de PcDs no processo UX é uma forma assertiva de cultivar ecossistemas digitais mais saudáveis e, de fato, inclusivos. Afinal, se um produto só funciona quando tudo dá certo, ele não está certo.


Sobre a pessoa palestrante

Durante 5 anos (2015-2020), atuei como UX Researcher no Projeto CIn-UFPE/Samsung, participando ativamente de entrevistas e testes de usabilidade com PcDs, tanto na roteirização, como na aplicação (em geral, como moderador). Desde 2020, atuo como consultor informal em Acessibilidade Digital em projetos do CESAR, e como professor do bacharelado em Design da CESAR School, a frente das disciplinas Prototipação e Testes com Usuários e Tópicos Contemporâneos: Acessibilidade.

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